Qual é o limite para o endividamento?

Contraia dívidas só até 36 por cento do seu rendimento. Mais do que isso e pode estar a colocar em risco o seu futuro (ou mesmo o presente).

Faça as contas antes para não ser surpreendido com as dívidas
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O limite ideal em relação a dívidas deve ser uma taxa de esforço máxima de 36 por cento sobre o seu rendimento disponível. Esta percentagem inclui todos os créditos que tenha, sejam crédito à habitação ou crédito ao consumo. Ou seja, para uma família com um rendimento mensal líquido de seis mil euros, o máximo que pode estar em empréstimos ou cartões de crédito são 2.160 euros.

Da mesma maneira, é recomendável que ponha todos os meses de lado dez por cento para poupança. Se retirar este dinheiro da sua conta assim que o recebe é mais fácil poupar, nomeadamente para um fundo de emergência. Quanto ao resto, organize-se e faça um orçamento familiar. Seja fiel a esse orçamento.

Quanto às despesas com a casa, incluindo a mensalidade do empréstimo ou uma renda, seguros, gastos energéticos e reparações, aponte para um limite máximo de 33 por cento do seu rendimento disponível, recomenda o Observatório do Endividamento dos Consumidores.

O desemprego é justamente uma das principais razões para as situações de sobreendividamento, que têm vindo a crescer em Portugal. Os problemas familiares, como o divórcio, ou médicos, caso de baixas prolongadas, são outras das justificações para o problema. De acordo com dados do Banco de Portugal, o endividamento das famílias passou de 40 por cento do rendimento disponível em 1995 para 125 por cento em 2005, ou seja, em apenas dez anos mais do que triplicou.

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