Quatro sinais de que não está a gerir bem o seu dinheiro

Conheça alguns hábitos que podem ser um sinal de alerta de que não está a gerir bem o seu orçamento.

sinalartigoGerir dinheiro nem sempre é uma tarefa fácil. Sobretudo no atual contexto económico mais adverso. Como não existem fórmulas mágicas, nem receitas perfeitas que possam ser aplicadas de forma uniforme a todos os consumidores, cada família tem de encontrar o método de organização das suas contas com o qual se sente mais confortável. Mas independentemente do método utilizado por cada pessoa existem práticas e hábitos que podem ser sinais de uma gestão do orçamento familiar pouco saudável. Conheça quatro desses sinais de alerta.

 

1. Perder o rasto às despesas

Os números do último estudo da Intrum Justitia “Consumer Payment Report- Portugal” mostram cerca de 45% dos portugueses inquiridos consideram que fazem um bom ou muito bom controlo sobre a sua situação financeira. No entanto, no mesmo estudo, 52% dos portugueses admitiram que nos últimos seis meses não pagaram pelo menos uma conta dentro do prazo limite para o fazer. A maioria invocou a falta de dinheiro, enquanto a restante parcela justificou o atraso do pagamento com a falta de tempo.

Mas na verdade muitos dos atrasos de pagamentos poderiam ser evitados se existisse mais planeamento e de controlo das despesas. Isto porque a generalidade dos portugueses tem uma noção e um controlo em relação às grandes despesas do agregado familiar e aos encargos considerados essenciais. Mas no que diz respeito às despesas mais pequenas, o controlo não é tão apertado. Por isso mesmo e para evitar cair numa situação de incumprimento é fundamental que faça um orçamento familiar mensal, onde deve anotar não só os rendimentos obtidos como também as despesas efetuadas. Este planeamento pode ajudá-lo não só a identificar onde é que está a gastar dinheiro a mais, mas também a fazer uma gestão das finanças da família e a planificar o pagamento de despesas futuras.

 

2. Viver de ordenado em ordenado

Um dos problemas que muitas pessoas enfrentam é viverem no limite: ou seja, vivem de ordenado em ordenado e, se por acaso, enfrentam alguma situação de emergência, não dispõem de uma poupança à qual possam recorrer. O estudo da Intrum Justitia mostra que 50% dos portugueses inquiridos não tem uma reserva para fazer face a situações imprevistas. Estas situações são extremamente perigosas, uma vez que sem terem qualquer rede de apoio, os consumidores facilmente entram numa situação de incumprimento. Para evitar estes riscos é fundamental que crie um fundo de emergência. Se tiver dificuldades em poupar, comece por reservar pequenos montantes e vá aumentando os valores, à medida que o seu orçamento o permita.

 

3. Evitar falar sobre dinheiro em casa

Os números do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado da Deco, relativos aos primeiros 11 meses do ano, revelam que a associação não consegue ajudar 90% dos novos casos de pessoas sobre-endividadas pelo facto dos consumidores quando contactam a associação fazem-no quando estão numa situação financeira de tal forma difícil, que já não é possível fazer a reestruturação das dívidas.

Para muitas destas pessoas, o cenário poderia ser diferente se tivessem pedido ajuda numa fase mais inicial, aos primeiros sinais de que o agregado familiar estava a sentir dificuldades em cumprir com os seus compromissos. Para evitar situações de ‘stress’ financeiro como esta é fundamental que as famílias conversem sobre as questões financeiras. Como é que o casal deve organizar as contas da casa? Como é que são pagas as despesas? Que percentagem do rendimento da família pode ser alocada para a poupança? Como são controlados os gastos do casal? Estas são algumas das questões que devem ser colocadas e discutidas pelo casal de forma a evitar o surgimento de surpresas financeiras desagradáveis.

 

4. Pagar o valor mínimo do cartão de crédito

O cartão de crédito pode ser uma ferramenta muito útil na gestão de um orçamento familiar. No entanto, existem alguns cuidados que os consumidores devem ter em conta para não deixarem que esta ferramenta possa levar a uma situação de endividamento. O ideal será os consumidores optarem por saldar a totalidade da sua dívida dentro do período de crédito gratuito. Desta forma, não incorrem no pagamento de juros. Não podendo fazê-lo, os consumidores podem optar por fazer o pagamento parcial do montante utilizado no cartão de crédito (Ex: 75%, 50%, 25%,10%, 5%). Mas tenha em atenção: “Quanto menos o cliente pagar por mês, maior será o montante dos juros e mais meses serão necessários para pagar a totalidade do valor em dívida”, como explica o portal financeiro Todos Contam.

 

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