Reforma: Quatro erros financeiros mais comuns

Não ajustar os padrões de consumo aos novos rendimentos e subestimar o peso de algumas despesas, são algumas falhas frequentes durante a reforma.

Refoma-artigoDeixou para trás décadas de trabalho e chegou recentemente à reforma? Parabéns! Está na altura de gozar nas próximas décadas o descanso que não pôde usufruir no passado e de aproveitar o tempo para fazer as atividades e realizar os projetos que sempre sonhou e para os quais nunca conseguiu encontrar tempo para se dedicar a 100%. Mas para gozar a sua reforma de forma confortável e serena é fundamental monitorizar a sua situação financeira. Tome nota de alguns erros financeiros que são frequentemente cometidos nesta fase da vida.

 

1. Não adequar os seus hábitos de vida e de consumo aos seus novos rendimentos

Na maioria dos casos, quando uma pessoa chega à idade de aposentação tem como principal fonte de rendimentos a pensão de velhice atribuída pela Segurança Social ou pela Caixa geral de Aposentações e cujo valor poderá ser inferior ao seu último salário (esta será, aliás, uma tendência que marcará as futuras gerações de pensionistas). Tendo em conta esta realidade, é fundamental que os “pensionistas caloiros”, ou seja, aqueles que acabaram de chegar à aposentação, façam uma reconstrução do seu orçamento familiar e ajustem as suas despesas e hábitos de consumo aos seus novos níveis de rendimento. É que se o valor da sua pensão for inferior aos rendimentos que tinha quando estava a trabalhar e não fizer reajustes, terá mais probabilidades de incorrer numa situação financeira desequilibrada.

 

2. Pedir a reforma cedo demais, sem antes ter feito bem as contas

O anseio pela aposentação pode levar algumas pessoas anteciparem o seu pedido de acesso à reforma, sem terem o real conhecimento das implicações dessa decisão. Recorde-se que quem se reformar antes da idade legal (que em 2016 é de 66 anos e dois meses) está sujeito a pesadas penalizações no valor da pensão. Por exemplo, imagine o caso de uma pessoa que fez agora 61 anos. Se este cidadão optar por pedir a reforma agora (e reunir os requisitos necessários para pedir a reforma antecipada) a sua pensão irá encolher 31% por via da aplicação das penalizações, previstas nestas situações. Além disso, este beneficiário terá ainda de contabilizar um corte adicional de 13% por via da aplicação do fator de sustentabilidade. Contas feitas, significa que o valor da pensão será muito reduzido face ao valor que receberia se apenas se aposentasse na idade legal de acesso à reforma. E será com base nesse rendimento, e nas suas poupanças pessoais, que terá de gerir o seu orçamento ao longo das próximas décadas.

 

3. Deixar de ter objetivos de poupança

Um dos problemas mais comuns nesta fase da vida é a falta de um objetivo de poupança para o futuro. Se antes da aposentação e ao longo da vida ativa existiam vários objetivos de poupança (Ex: comprar uma casa, pagar a educação dos filhos, comprar um automóvel, constituir um pé-de-meia para a velhice), a partir do momento em que a reforma é uma realidade, muitas vezes as pessoas deixam de ter objetivos financeiros e estímulos para poupar. Continue a estabelecer metas e objetivos financeiros (ex: para umas férias diferentes) e mantenha hábitos de poupança.

 

4. Subestimar os encargos com a saúde

A entrada na reforma coincide muitas vezes com o fim ou a redução de alguns encargos fixos. Por exemplo: O crédito à habitação já está saldado ou a dívida remanescente é reduzida. A libertação deste encargo pode transmitir a ideia de que há uma folga maior no orçamento familiar. Mas é preciso ter em atenção, que embora existam alguns encargos que possam ser menores nesta fase da vida, há outros que ganham um peso muito maior. Exemplo disso mesmo são as despesas com a saúde, cujas faturas são tendencialmente mais pesadas nesta fase. É, por isso, fundamental saber gerir o pé-de-meia acumulado para conseguir acomodar este tipo de despesas.

 

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