Uma resolução financeira para cada mês de 2017

Poupar dinheiro e mudar de trabalho são algumas resoluções de ano novo mais comuns. Saiba como colocá-las em prática ao longo de 2017.

Particulares - artigo3, 2, 1… Já começou um novo ano. Na noite da passagem de ano muitas foram as pessoas que comeram as 12 passas, cada uma acompanhada de um desejo para 2017. Perder peso, poupar dinheiro, mudar de trabalho, começar a fazer exercício, deixar de fumar ou fazer aquela viagem pela qual anseia há tanto tempo, são algumas das resoluções mais comuns. Na prática, a maior parte destes desejos nunca se tornam realidade.

Para ajudar a manter os objetivos em perspetiva, o Saldo Positivo escolheu uma resolução para cada mês do ano. Desta forma, poderá definir uma meta específica para cada mês do ano e torna-se mais fácil chegar ao destino final. Pegue no bloco de notas, escreva no ‘tablet’ ou coloque um alarme no seu ‘smartphone’ a lembrá-lo da decisão do mês. O importante é que, com essas resoluções, consiga atingir os seus objetivos financeiros.

 

Janeiro: Defina objetivos para o ano

O primeiro passo para se organizar é responder à seguinte pergunta: Onde é que gostaria de estar quando 2017 acabar? Queria ter mudado de emprego, receber um salário maior, pagar menos crédito, ter feito uma viagem de sonho, ter-se mudado para uma casa no campo? Defina o(s) objetivo (s) para este ano que agora começou, delineie um plano para o alcançar e esforce-se por mantê-lo.

Dica:

Independentemente do desejo, escreva-o numa folha e afixe-o num local para onde olhe com frequência (a porta do frigorífico, por exemplo). Desta forma, estará constantemente a ser lembrado desse objetivo.

 

Fevereiro: Comece a poupar

Começar a fazer um pé-de-meia é um desejo transversal a muitas pessoas que sentem a necessidade de poupar (para comprar carro, mudar de casa ou fazer uma viagem, por exemplo), mas não conseguem. A teoria é mais fácil do que a prática, mas ao conseguir fazê-lo estará a contribuir para ter mais tranquilidade. Ter uma almofada financeira permite tomar decisões difíceis e realizar sonhos.

Dica:

Poupe pelo menos 10% dos seus rendimentos. Se tem dificuldade, opte pela poupança automática. Desta forma, assim que o salário ou outros rendimentos caírem na conta bancária, há uma percentagem que é diretamente transferida para uma conta poupança.

 

Março: Controle os seus gastos

Situações extremas requerem medidas extraordinárias. Se costuma chegar ao fim do mês com pouca margem de manobra na conta bancária é porque, provavelmente, está a viver acima das suas possibilidades. É altura de começar a avaliar os seus gastos e perceber onde é que pode cortar. Isto não significa que tenha de cortar em todos os gastos supérfluos, apenas que passa a ter consciência que gasta demasiado dinheiro em determinados bens ou serviços que não são essenciais.

Dica:

A melhor forma para seguir o rasto ao seu dinheiro é fazendo um orçamento familiar. Com esta ferramenta vai perceber para onde está a ir o seu dinheiro, e se está a gastar mais ou menos do que os seus rendimentos permitem. Veja aqui como é que se faz um orçamento familiar.

 

Abril: Procure mais rendimentos

Aumentar a sua conta bancária não passa apenas por cortar nos gastos, mas também por aumentar os seus rendimentos. Se não consegue um aumento no seu salário, comece a procurar novas formas de ganhar mais dinheiro.

Dica:

Para conseguir mais dinheiro, há inúmeras coisas que pode fazer. Desde aproveitar talentos (cozinha, bricolage ou joelharia, por exemplo), passando por fazer de ‘baby sitting’ ou vender artigos usados.

 

Maio: Planeie o inesperado

Imagine que fica doente durante um grande período de tempo e que o subsídio de doença não chega para cobrir as suas despesas fixas. Como faria para pagar as contas? O planeamento é o fator-chave para encarar um imprevisto financeiro com sucesso. E esse imprevisto pode ser uma perda de emprego, uma despesa médica avultada ou reparação de automóvel ou casa inesperada. O importante é estar preparado, por isso, se não tem dinheiro de parte para estas emergências, é altura de começar a fazê-lo.

Dica:

Faça um fundo de emergência, ou seja, coloque de parte o equivalente a seis meses das suas despesas fixas (prestações de crédito, despesas da casa e alimentação). Este fundo servirá para cobrir as despesas básicas em caso de um evento inesperado: desemprego, uma doença que o impeça de trabalhar e obter rendimentos ou até mesmo um arranjo inesperado do automóvel, que poderia abalar as suas poupanças. Este dinheiro deve ser canalizado para um produto de poupança que seja de fácil acesso, como uma conta poupança.

 

Junho: Pense a longo prazo

É difícil, quando está na casa dos 20 ou dos 30, pensar a longo prazo e pensar que um dia, num futuro longínquo, deixará de trabalhar e ganhar os seus rendimentos, para passar a viver de uma pensão da Segurança Social. No entanto, não deverá fugir a este cenário, sob pena de, quando lá chegar, não conseguir manter o estilo de vida a que estava habituado. Se não tem uma poupança para a reforma, comece agora a fazê-lo.

 

Dica:

Quanto devo poupar? De uma forma simplista, depende de inúmeros fatores, como a idade em que começa a poupar, a taxa de substituição (percentagem da pensão que o trabalhador recebe, quando se reformar em relação ao salário de referência) prevista para a altura em que irá reformar-se e quanto é que imagina que irá receber antes de se reformar. De acordo com um estudo da Comissão Europeia, a taxa de substituição em Portugal em 2030 será de 43,2% e, em 2060, será de 30,7%. Ou seja, se se reformar em 2060 apenas irá receber 30,5% do seu rendimento de referência. Se quer manter o estilo de vida, o restante deverá vir de uma poupança feita ao longo da vida. Leia o artigo Conheça três estratégias para poupar para a reforma.

 

Julho: Aprenda algo novo

É hora de começar (ou voltar) a investir em si. Quais são as exigências atuais do mundo do trabalho? Faça uma análise realista à sua área profissional, veja quais são as competências que são mais requisitadas e que não tem, para não perder o comboio da atualidade. Não tenha medo de desbravar caminhos, de sair da sua zona de conforto e aprender coisas novas.

Dica:

Atualmente, muitas empresas valorizam um conjunto de competências que vão para além das competências técnicas, como as ‘soft skills’. Para algumas pessoas estas são qualidades com que se nasce, para muitas outras têm de ser intensamente trabalhadas. Além das competências técnicas, comece também a trabalhar nas suas capacidades de sociabilização.

 

Agosto: Revisite todos os seus contratos

Eletricidade, gás natural, telecomunicações ou seguros. Acha que estas despesas pesam demasiado no orçamento familiar? Com mais ou menos dificuldade, quase todos os contratos podem ser renegociados, fazendo aumentar a poupança.

Dica:

Faça uma prospeção de mercado para saber quais os valores que as empresas concorrentes estão a praticar, descubra que preço é que estariam dispostos a cobrar para levá-lo a mudar para a sua empresa e depois contacte a companhia com a qual trabalha para saber se estão dispostos a baixar o preço.

 

Setembro: Controle as suas dívidas

Para a maior parte das pessoas, o crédito é uma forma de conseguir comprar alguns bens que, de outra forma, não seria possível. Mas existe uma linha de endividamento que não deverá passar. Chama-se taxa de esforço e dita que o peso dos seus créditos não deve ser superior a 35% dos seus rendimentos, de acordo com o GAS – Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado, da Deco. Para calcular a taxa de esforço deve dividir o total das prestações financeiras pelo total dos rendimentos e multiplicar por 100.

Dica:

Se o resultado desta conta for uma percentagem superior a 35%, está a correr o risco de ficar sobre-endividado. O próximo passo será analisar os seus créditos e contactar o seu banco, para encontrar uma solução. Leia este artigo, para conhecer algumas soluções disponíveis.

 

Outubro: Comece a investir

Ainda tem o dinheiro do subsídio de Natal, recebeu um bónus de final de ano que não estava à espera ou tem algum dinheiro parado numa conta à ordem? É hora de começar a investir essa quantia e ver, sem esforço da sua parte, as suas poupanças a crescer. Se nunca investiu, deverá começar por conhecer o seu perfil de investidor. Faça o teste.

 Dica:

Para investir por sua conta e risco é importante estudar e analisar bem os produtos de investimento, antes de aplicar o seu dinheiro. Se não se sente confiante para o fazer deverá consultar o seu gestor de conta para ter alguma orientação, no entanto, isto não invalida que conheça exatamente os riscos inerentes a cada produto.

 

Novembro: Aprenda a fazer arranjos em casa

Se é um arranjo simples, não gaste dinheiro a pagar a alguém para o fazer por si. Poderá poupar bastante dinheiro por ano, se aprender a realizar alguns arranjos, como arranjar uma torneira a pingar, desentupir um ralo ou a sanita, calafetar uma janela ou mudar os filtros ao ar condicionado.

Dica:

Não tem competências? Hoje em dia existem uma panóplia de tutoriais no Youtube que ensinam a fazer todo o tipo de tarefas. Basta perder 15 minutos do seu dia a procurar a resposta para a sua dúvida.

 

Dezembro: Adote um estilo de vida mais frugal

Dezembro é, por defeito, um mês em que se gasta muito dinheiro em presentes de Natal e preparativos para a quadra, mas com um pouco de criatividade é possível gastar menos dinheiro. Quem sabe se não será o mote para adotar um estilo de vida mais frugal em 2018?

 

Dica:

E se, em vez de comprar os presentes, optasse por fazê-los em casa? Basta alguma criatividade e preparar com antecedência para fazer os seus próprios presentes e, com isso, poupar dinheiro. Leia o artigo: Minimalismo: Conheça o movimento que ajuda a poupar.

 

Leia também os seguintes artigos:

-16 Mudanças que vão afetar o seu orçamento em 2017

-Saiba que preços vão aumentar em 2017

– Como sabotar as suas finanças em seis passos

– O que dizem os astros sobre a forma como lida com o dinheiro

-11 ‘apps’ para ajudá-lo a manter as resoluções de ano novo

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