Como um “treinador” pode ajudá-lo a encontrar emprego

Se está desempregado ou à procura de um novo rumo, saiba como um treinador pode ajudá-lo nesta tarefa.

– Pensar dentro da caixa. “Fazem o normal e esperado: mandam o currículo em formato europeu, por correio eletrónico para a empresa, dizendo candidatura espontânea e isso põe-nos no mesmo lado que todos os outros 400 que hoje também o fizeram, não há nada que os distinga. Desta forma, a empresa não consegue ver essa diferença porque fez exatamente o que os outros fizeram”, diz o consultor da Insideout.

– Dourar a pílula do currículo. “Tentarem iludir, mentir ou ‘dourar demasiado a pílula’. Uma coisa é destacar os pontos positivos, outra coisa é dizer coisas que não fizeram, falar de projetos em que não participaram, alterar resultados negativos para positivos… Mas cada vez mais as empresas procuram pessoas sinceras e estas mentiras podem correr mal”, prossegue Ricardo Peixe.

– Adiar a procura. “Por terem tempo livre, os desempregados podem ter tendência para pensarem que têm o dia de amanhã para fazer as coisas. Está errado, a procura de emprego deve ser feita todos os dias e deve-se procurar construir uma rotina para procurar”, diz Miguel Beirão.

– Focar-se na internet. “As pessoas pensam que na internet é fácil encontrar emprego e que há outras formas de procurar trabalho, depois esquecem-se de outras alternativas para fazerem a procura de emprego, como bater à porta da empresa ou procurar nos jornais”, explica o especialista.

– Ter uma visão limitada. “As pessoas não pensam para lá da sua rede de contactos, não pensam em aumentar ou recuperar a sua rede de contactos, e hoje em dia a melhor forma de arranjar emprego é através da rede de contacto. É preciso regar constantemente a rede de contactos, mesmo quando ainda se está empregado”.

 

Sucesso elevado

Segundo os dois ‘career coaches’, a taxa de sucesso destes programas é de 100%. “Das 16 pessoas que estou a acompanhar desde o ano passado, todas estão empregadas. Alguns na área que pretendiam, outros com algumas variações”, exemplifica Miguel Beirão.

Segundo Ricardo Peixe encontrar trabalho depende muito da disponibilidade das pessoas, “mas neste momento, todas as pessoas que passaram pelo processo e foram até ao final, estão empregadas. Mas há pessoas que estão dentro do processo, que dura mais ou menos dois meses (em média)”.

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