Saiba que preços vão aumentar em 2017

O que vai ficar mais caro? Quais os preços que vão manter-se? Já se conhecem alguns preços para o próximo ano, por isso, comece a fazer contas.

precos20171Comece a fazer contas para o orçamento familiar. Alguns preços de bens e serviços já são conhecidos e trazem boas e más notícias. Por exemplo, as rendas da casa ficarão ligeiramente mais caras, o crédito à habitação deverá manter-se, os transportes públicos irão aumentar, mas o custo do pão e do leite não deverá sofrer oscilações. Fique a conhecer alguns preços para o próximo ano.

 

Rendas: aumentam 0,054%

Boas notícias para os inquilinos: o valor das rendas deverá ter um aumento bastante residual em 2017. O Instituto Nacional de Estatística publicou, em setembro deste ano, o Aviso que estabelece o coeficiente de atualização anual das rendas. Em 2017, este indicador é 1,0054. Para calcular quanto é que ficará a pagar no próximo ano, deverá multiplicar o valor da renda por 1,0054. Por exemplo, um inquilino cujo valor da renda atual seja 500 euros, ficará a pagar 502,7 euros no próximo ano.

 

Prestação do crédito à habitação: mantém-se baixa

Quem tem crédito à habitação indexado à Euribor poderá continuar descansado em 2017, pois as prestações deverão manter-se baixas. Para 2017, as previsões apontam para a estabilização ou uma ligeira subida deste indexante, mas sempre em terreno negativo.   Esta expetativa é corroborada pelo mercado de contratos de futuros, onde, no dia 28 de dezembro, a Euribor a três meses – que serve de barómetro para a evolução da taxa de juro – está a ser negociada a -0,255%.

 

Eletricidade: sobe 1,2%

Os consumidores domésticos que ainda não mudaram para o mercado livre (1,3 milhões) vão sofrer um aumento de 1,2% na fatura da eletricidade. Isto representa uma subida de 60 cêntimos numa fatura de 50 euros. Este é o aumento definido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para os consumidores que ainda estão no mercado regulado. No entanto, também poderá afetar o universo de 4,7 milhões de clientes que já estão no mercado liberalizado, uma vez que as operadoras definem os seus preços tendo em conta a tarifa regulada. Já os consumidores, abrangidos pelas tarifas sociais, terão um aumento de 25 cêntimos numa fatura mensal média de 20,4 euros.

 

Gás natural: preços mantêm-se até julho

Os clientes domésticos de gás natural, que ainda não transitaram para o mercado livre, não sofrerão alterações no preço até julho de 2017, altura em que os preços serão revistos. Mas a tendência tem sido para uma redução nos preços. No ano passado a fatura do gás natural para as famílias baixou duas vezes: 6,1% em maio e 13,3% em julho.

 

Telecomunicações: preços estagnados

Os aumentos das telecomunicações são ditados por cada uma das empresas a operar em Portugal. No entanto, algumas subidas de preços já se fizeram sentir no final de 2016. Em novembro, a Meo subiu, em média, 2,5% os preços. A Nos aumentou os preços em 1,93% em dezembro e na Vodafone o acréscimo foi, em média, 7,43% em agosto, de acordo com o Eco. Assim, a única empresa que guarda aumentos para o início de 2017 é a Nowo (antiga Cabovisão). A empresa deverá aumentar os preços em 5%.

 

Pão e leite: sem aumentos previstos

No próximo ano não se perspetivam mexidas nos preços do pão e do leite, bens básicos da alimentação, de acordo com informações recolhidas pela Lusa junto da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP) e da Associação Nacional dos Industriais de Laticínios (ANIL).

 

Transportes públicos: 1,5% mais caros

Comprar o passe social ficará 1,5% mais caro em 2017, de acordo com informações do secretário de Estado Adjunto e do Ambiente. Isto representa um aumento de 45 cêntimos num passe social que custe 30 euros por mês. Este aumento deverá ser anulado na hora de acertar contas com o Fisco, uma vez que as famílias poderão deduzir em sede de IRS a totalidade do IVA (que é de 6%) do valor gasto nestes artigos.

 

Automóvel: custos aumentam

Os portugueses terão de desembolsar mais dinheiro na hora de comprar (e manter) um automóvel. Isto porque está previsto um aumento médio de 3% no Imposto sobre Veículos (ISV) nas componentes de cilindrada e ambiental. Este imposto é pago na hora da matriculação. A título de exemplo, uma viatura a gasóleo com 1.600 de cilindrada pagará mais cerca de 84 euros de ISV. Ao mesmo tempo, o Imposto Único de Circulação (IUC) irá aumentar em média 0,8%. No caso dos veículos mais poluentes esta subida pode chegar aos 6,5% e 8,8%. Este imposto é pago todos os anos até ao final do mês de aniversário da matrícula.

 

Portagens: aumentam 0,84%

Circular nas autoestradas deverá ficar mais caro. O Governo ainda não tomou uma decisão final sobre este assunto, mas, de acordo com o Público, a proposta das concessionárias de autoestradas visa um aumento de 0,84%, em sintonia com o índice de preços ao consumidor de outubro, excluindo habitação.

 

Refrigerantes: mais 30 cêntimos por cada garrafa de 1,5 litros

A partir do próximo ano, o Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas (IABA) vai estender-se às bebidas adicionadas de açúcar ou outros edulcorantes, vinhos de baixo teor alcoólico (inferior ou igual a 1,2%) e concentrados. Este aumento, que chega pela via do Orçamento do Estado para 2017, irá traduzir-se numa subida de cerca de 30 cêntimos numa garrafa de 1,5 litros.

 

Tabaco: mais cinco cêntimos por maço

Os fumadores pagarão mais cerca de cinco cêntimos por cada maço de tabaco (20 cigarros). O mesmo acontece com o tabaco de enrolar, rapé, mascar e aquecido, que custará mais três cêntimos por grama. A única exceção à regra são os cigarros eletrónicos, cujo imposto vai reduzir cerca de 50%.

 

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