Seguros de vida: proteção da família

Saiba como funcionam os seguros de vida.

São famosos por serem exigidos como garantia em empréstimos à habitação, mas os seguros de vida em caso de morte são uma garantia para proteção da família, especialmente se tem filhos a seu cargo. Se o seu rendimento é determinante para o seu lar e a qualidade de vida da sua família, se quer proteger o futuro dos seus filhos dos infortúnios, os seguros de vida são uma boa resposta. Conheça os aspetos fundamentais que mexem com os prémios que vai pagar para segurar a sua vida e o que pode fazer para garantir menos custos.

seguros de vida
Um seguro de vida é uma garantia de futuro dos seus filhos.

Que coberturas?

Os seguros de vida por morte cobrem normalmente mais do que a cobertura a que lhe deu origem. A morte por acidente, por acidente rodoviário ou a invalidez total e as doenças graves são coberturas associadas a estes seguros que podem agravar os prémios, mas que significam maior indemnização em qualquer dos infortúnios. Por exemplo, a cobertura de morte por acidente rodoviário leva ao pagamento do triplo do valor que representa o capital seguro.

Que exclusões no seguro?

Embora o seguro de vida seja vocacionado para a proteção em caso de morte a verdade é que nem todas as ocorrências levam ao pagamento de uma indemnização. Situações de terrorismo, guerra, fenómenos de calamidade da natureza são alguns dos casos que podem configurar exclusões não estando abrangidas na lista de coberturas, mas há mais exclusões normais. Por exemplo, se a pessoa segura omitir informação fundamental ou se o sinistro resultar de uma aposta não haverá lugar ao pagamento do montante seguro.

Se existem exclusões que não são negociáveis (definitivas), outras podem ser ultrapassadas mediante de um prémio de seguro mais elevado. Por exemplo, a prática de desportos como artes marciais, desportos de inverno, mergulho ou para-quedismo são algumas das exclusões que podem ser ultrapassadas através do pagamento de um prémio de seguro mais elevado.

Como se calcula o prémio a pagar?

O prémio de um seguro de vida têm em conta a probabilidade de ocorrência das situações cobertas, utilizando normalmente as tábuas de mortalidade que englobam as probabilidades de morte por idades. Depois há que ter ainda em atenção às coberturas adicionais que fazem subir o prémio e as exclusões que podem levar ao pagamento de um prémio superior. Além disto, um seguro de vida com duas pessoas seguradas apresenta normalmente um prémio mais baixo do que o que segura apenas uma cabeça.

A idade e o seguro de vida

Os seguros de vida em caso de morte têm diferentes limites de idade para subscrição dependendo das seguradoras, mas por norma a idade para realizar o seguro tem como limite os 70 anos. Já quanto ao período máximo de abrangência do seguro, é normal que depois dos 75 não seja possível garantir a proteção.

Além destes limites, a idade pode influenciar o prémio a pagar pelo seguro. Se o seguro for de prémio baseado na idade do segurado (a larga maioria), então o prémio aumentará com a idade, em função do aumento da probabilidade de um sinistro.

Exames médicos

Os seguros de vida pressupõem normalmente exames médicos para aferir da condição do segurado, exames que são realizados em unidades de saúde parceiras da seguradora. Os exames pedidos podem ser os exames gerais, eletrocardiograma, prova de esforço e análises ao sangue, mas podem ser mais exigentes para capitais seguros elevados.

São estes exames que vão determinar o prémio a pagar já que o seguro pode ser aceite normalmente se não forem encontrados quaisquer fatores de risco ou pode sofrer um agravamento de prémio ou mesmo a não ser aceite dependendo da avaliação dos exames clínicos.

O capital a segurar

Para muitos a grande questão do seguro de vida está no montante a segurar. Não há fórmulas mágicas para calcular um montante que, por exemplo, proteja a sua família em caso de morte, mas uma solução a adotar poderá passar por fazer contas ao cenário de custos e rendimentos imaginado para o futuro. Por exemplo, se tem 40 anos e um filho de 10 anos, poderá ter como horizonte de proteção na ordem dos 10 anos, ou seja, o tempo até ele poder entrar para o mercado de trabalho e deixar de depender dos seus recursos. Para este período uma possibilidade poderá ser juntar todos os rendimentos que julga serem necessários com a sua educação, atualizando-os tendo em conta a inflação, e incluindo a fatia normal do seu rendimento que é fundamental para a rotina do seu agregado familiar.

Uma resposta a “Seguros de vida: proteção da família”

  1. José Guimarães Mendes

    Muito obrigado pelo vosso estupendo trabalho, no que respeita a informar muito bem os cidadãos.

    Sou mediador de seguros, precisamente na área dos seguros de vida, mas é uma enorme dificuldades efectua-los, devido a uma enorme desconfiança que existe, mais a dificuldade económica.

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