Seis mitos que podem conduzi-lo ao sobre-endividamento

Existem alguns mitos que podem fazê-lo entrar numa situação de sobre-endividamento. Conheça os mais comuns.

mitos sobre-endividamentoNão ter hábitos de poupança e adiar para o futuro o pagamento de dívidas são alguns exemplos de comportamentos negativos que podem conduzir a uma situação de sobre-endividamento. Muitos destes erros derivam da falta de educação financeira recebida ao longo da vida pelos consumidores. Conheça alguns dos mitos mais comuns que podem fazê-lo perder dinheiro e o controlo das suas finanças pessoais.

 

1. “Não consigo poupar”

O mais difícil é começar. Pôr de lado uma quantia pequena de dinheiro, como os trocos que lhe sobram na carteira no final da semana, é um primeiro passo nesse sentido. Se conseguir poupar dez euros todos os meses já é um começo para quem quer iniciar uma poupança mas tem poucos rendimentos para o fazer. Para atingir este objetivo é importante que faça um orçamento familiar, para reduzir os gastos excessivos que possa estar a cometer.

 

2. “Quero que os meus filhos tenham tudo o que eu não tive”

Dizer não aos seus filhos é uma forma de educá-los financeiramente. Isto porque as prendas, os brinquedos ou outros objetos têm um custo que nem sempre pode ser suportado pelos pais. Além disso, ao dar tudo o que o seu filho deseja está a dar-lhe hábitos pouco saudáveis. Ouvir um “não” de vez em quando, com a devida justificação, pode fazer com que o seu filho dê o devido valor a certos objetos quando os receber e incentivá-lo a poupar o dinheiro suficiente para ter aquilo que tanto deseja.

 

3. “O meu carro é um investimento”

Ter a ideia que comprar um carro novo é mais seguro ou que é um investimento para o futuro é uma ideia frequente. No entanto, esta nem sempre é a melhor opção para todas as famílias. Recorde-se que na maioria dos casos, a compra de um carro novo implica a contratação de um crédito automóvel que poderá prolongar-se por vários anos e que terá um peso considerável no orçamento da família. Por isso mesmo é fundamental que adquira um automóvel adequado ao tamanho da sua carteira. Além disso terá de contabilizar o efeito de desvalorização da viatura: Se adquirir um carro novo e quiser vendê-lo logo de seguida pode significar uma desvalorização de 20% face ao preço de aquisição. Ou seja, nunca irá conseguir vender o seu carro pelo mesmo preço que o comprou.

 

4. “Pago mais tarde”

O cartão de crédito pode ser uma boa ferramenta na gestão das finanças pessoais dos consumidores. Mas utilizar habitualmente o cartão de crédito para fazer compras, pode tornar-se uma dor de cabeça no fim do mês para quem não controla os pagamentos efetuados com este meio de pagamento. Recorde-se que existem duas modalidades de pagamento de cartões: Pode pagar a sua dívida a 100% ou apenas uma parcela. Se optar pela primeira hipótese, a dívida fica saldada e não tem que pagar juros. Se optar pela segunda hipótese e pagar apenas uma parcela da sua dívida terá que pagar juros sobre o valor que não for liquidado. Não se esqueça que terá que realizar um pagamento mínimo de 10% sobre o valor da dívida.

 

5. “Eu mereço”

Para quem já tem dívidas, optar por realizar umas férias de luxo ou permitir-se a grandes consumos pode ser um grande problema: no fim da experiência, os luxos têm que ser pagos. Nestes casos, é necessário ter paciência. Se quer livrar-se das dívidas, é importante que tenha uma disciplina rigorosa na gestão do seu orçamento familiar para que não gaste mais do que ganha e consiga cumprir com o pagamento dos seus encargos. Se tem uma taxa de esforço elevada (superior a 35%) é um sinal de alerta para que ponha as suas finanças em ordem. Caso contrário estará em risco de entrar em incumprimento.

 

6. “Vou receber uma herança”

Fazer despesas hoje a pensar no dinheiro que irá receber no futuro – seja por uma herança, um prémio de jogo ou até o reembolso do IRS – não é uma estratégia de finanças pessoais saudável. Sem se aperceber poderá estar a endividar-se de forma excessiva. Independentemente dos rendimentos que tenha no presente (ou que possa vir a ter no futuro) é fundamental que todos os consumidores tenham um fundo de emergência para garantir o pagamento das despesas do agregado familiar durante um determinado período (entre seis e 12 meses). Não se esqueça que poderá vir a sofrer um revés na sua vida (como uma situação de desemprego, um divórcio ou uma doença) que pode colocar em causa o cumprimento dos seus encargos.

 

 

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