Sete estratégias para acelerar a entrada no mercado de trabalho

Para muitos recém-licenciados chegou a altura de entrar no mercado de trabalho. Conheça algumas estratégias que poderão ajudá-lo nesta missão.

estudante-artigoNo calendário, o ano só muda em dezembro mas, para muitos recém-licenciados, a vida nova começa agora, quando o curso superior termina. Para que o que aí vem seja um sucesso, o Saldo Positivo reuniu sete estratégias que os jovens podem pôr em prática.

 

1. Comece cedo

Se já terminou o curso e ainda não fez nada para se inteirar do que se passa no segmento específico do mercado de trabalho onde se quer integrar, já vai um pouco tarde. É que uma das principais estratégias deve ser colocada em prática ainda antes de o curso terminar, defende Mário Rocha, consultor da Hays, ao Saldo Positivo.  “Os jovens devem ser pró-ativos”, ou seja, antes de terminarem a licenciatura, devem começar a pesquisar as suas opções. Isso permite que não deixem passar, por exemplo, prazos de inscrição em ‘workshops’ relevantes na área, ou em programas de formação preparados especificamente pelas empresas, muitos deles em parceria com as universidades.

O ideal é mesmo frequentar algum desses cursos ou atividades durante o período da licenciatura. Dessa forma, quando terminarem o curso os candidatos a um novo emprego têm como demonstrar aos potenciais empregadores que são dinâmicos.  Mas se só agora despertou para o assunto, nem tudo está perdido. Há mais seis estratégias para si.

 

2. Valorize experiências extra-curriculares

“É importante preparar um bom currículo”, assegura Mário Rocha. Mesmo nos casos em que quase não há nada para dizer? Sim: “É natural que um recém-licenciado não tenha muito para colocar no CV”, reconhece.  Mas é por isso que vale a pena apostar nas experiências extra-curriculares que demonstrem dinamismo. Ou seja, empregos em ‘part-time’, voluntariado, participação em associações estudantis ou nas chamadas “empresas júniores”, isto é, micro-empresas criadas pelos estudantes, devem ser destacadas no currículo.

 

3. Antes de ir a uma entrevista, faça o trabalho de casa

Há regras básicas a ter em conta numa entrevista de emprego. A primeira é saber ao que vai. “Informe-se sobre a empresa para demonstrar que fez o trabalho de casa”, sugere Amândio da Fonseca, presidente executivo da Egor.  Um candidato que desconheça a atividade da empresa ou o cargo a que se propõe perde pontos. Mas um entrevistado que demonstre curiosidade, bom senso e que saiba fazer uma ou outra pergunta sobre a atividade da empresa soma vantagens.  Além disso, convém não falhar, por exemplo, o código de vestuário. “Estas coisas contam, há que ter alguma precaução com o que se veste”, garante Amândio da Fonseca.

A segunda regra a não esquecer é ser autêntico. Parece uma banalidade, mas o presidente executivo da Egor assegura que não é assim tão fácil encontrar candidatos com a dose certa de realismo sobre o seu percurso, escapando a cenários demasiado cor-de-rosa ou excessivamente catastróficos.

 

4. Aprenda outros idiomas

Aprender outro idioma é uma boa solução para ocupar o tempo entre a saída da universidade e o primeiro emprego. Estes conhecimentos, diz o consultor da Hays, são cada vez mais valorizados. “Há que fazer uma aposta intensiva nos idiomas, nomeadamente no inglês, que cada vez mais é um requisito eliminatório na escolha de candidatos”, garante Mário Rocha. Pela mesma ordem de ideias, é preciso tornar bem claro no CV qual o grau de domínio dos diferentes idiomas.

 

5. Invista nas redes sociais

Cada vez mais as redes sociais são campos de pesquisa obrigatória para as empresas que querem recrutar. Há uma que o consultor da Hays destaca: LinkedIn. É preciso perder algum tempo a construir um perfil completo e interessante: “Estas plataformas aumentam o espetro de possibilidades de contacto”, garante Mário Rocha. “Ative todos os canais de networking”, soma Amândio da Fonseca, lembrando que as candidaturas espontâneas e as cartas de apresentação a empresas valem a pena.

 

6. Aproveite os estágios

Não desvalorize o seu estágio curricular, nem as possibilidades de estágios profissionais. São muitas vezes portas de entrada para as empresas uma vez que permitem que empregador e trabalhador se conheçam, sem compromissos definitivos de ambas as partes.  Se a experiência for boa e a oportunidade aparecer é possível que progressivamente os estágios se transformem numa relação contratual menos precária, diz Mário Rocha.

 

7. E se tudo o resto falhar?

Se tudo falhar, não desanime. E não se deixe ficar parado. É verdade que aceitar um emprego menos qualificado ou fora da sua área de formação denuncia que não está a conseguir a colocação que desejava. Mas isso é preferível a ficar sem fazer nada.

“As empresas apreciam pessoas realistas, práticas, que não vivem à custa dos pais”, garante Amândio da Fonseca, presidente executivo da Egor. “O facto de se manter ativo transmite sinais positivos”, corrobora Mário Rocha. Já ficar sem fazer nada durante um período prolongado deixa dúvidas aos potenciais empregadores sobre o seu dinamismo e a sua vontade de trabalhar.

 

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