7 passos financeiros que deve tomar antes do divórcio

Se está em vias de pedir o divórcio, conheça alguns passos financeiros úteis a ponderar antes de tomar a decisão final.

divórcioSaber o que fazer antes de pedir o divórcio é importante se está a pensar em oficializar a separação. Apesar de tudo, o número de divórcios em Portugal está a descer. De acordo com dados do INE, em 2012 houve menos 2.176 divórcios do que em 2010, ano em que o número de separações oficiais atingiu o segundo maior pico de sempre. A contribuir para esta quebra está, entre outros fatores, a crise económica. Se está em vias de pedir o divórcio, conheça alguns passos financeiros úteis que poderá ter presente antes de tomar a decisão final.

 

1. Junte a papelada financeira

Deve começar por reunir todos os registos financeiros. Ao ter toda a informação reunida e organizada irá poupar tempo, dinheiro e alguma saúde mental. Faça uma lista com toda a documentação que necessita reunir, como por exemplo, contratos de propriedade (casa, automóvel, etc.), contas bancárias, depósitos a prazo, PPR, certificados de aforro ou outros investimentos que possam ter em casal, assim como seguros de saúde e de vida. Tire fotocópias da documentação.

 

2. Poupe dinheiro para as questões financeiras

Por vezes um dos membros do casal controla exclusivamente as contas conjuntas, em muitos casos porque o outro permite e não quer saber das questões económicas. Porém, enquanto não se decide quem fica com o quê, há questões burocráticas a tratar e é necessário contratar um advogado, o que pode colocar a pessoa que não controla os bens numa posição financeiramente mais delicada. Por isso, se está a pensar dar esse passo é importante que comece a colocar algum dinheiro de lado para contratar um advogado e para as despesas diárias.

 

3. Abra uma conta bancária

Se pretende começar a poupar para pagar os honorários do advogado e outras despesas que possam surgir, pode optar por abrir uma nova conta bancária em seu nome, onde possa começar a colocar algum dinheiro (como o ordenado, por exemplo). Se possível, essa conta deve estar associada a uma conta poupança, pois embora as suas poupanças rendam juros residuais é uma opção mais vantajosa do que colocar o dinheiro “parado” numa conta à ordem. Tenha o cuidado de não colocar esse dinheiro num produto de poupança que não permita a sua mobilização antecipada ou que penalize o capital investido, mesmo que a taxa de juro seja mais apelativa. É importante que possa aceder ao dinheiro de forma imediata.

 

4. Tenha um cartão de crédito só seu

Ter um cartão de crédito em seu nome pode ser útil nesta fase, nomeadamente se não conseguir aceder ao dinheiro do casal, para as despesas do dia-a-dia durante o divórcio. É melhor pedir o cartão de crédito antes de começar o processo de divórcio, especialmente nos casos em que pode não estar a trabalhar ou tenha um ordenado bastante inferior ao parceiro/a. Tenha, no entanto, atenção ao sobre-endividamento. Se os seus rendimentos são reduzidos, o cartão de crédito só deve ser utilizado em casos pontuais de necessidade e deverá pagar essa dívida dentro do prazo gratuito para esse efeito (entre 30 a 50 dias, informe-se sobre as características desse cartão).

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