Tarifa bi-horária: Em que situações vale a pena contratar?

A tarifa bi-horária é ideal para todos os consumidores? Saiba como calcular os seus consumos e verificar se esta tarifa pode ajudá-lo a poupar.

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Tarifa bi-horária: Em que situações vale a pena contratar?

O preço da eletricidade não tem parado de aumentar nos últimos anos. Segundo o Eurostat – Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o preço por 100 kWh (kilowatt por hora) custava 22,3 euros no segundo semestre de 2014, mais 4,7% do que no mesmo período do ano anterior. A média da União Europeia era de 20,8 euros. Portugal é também o terceiro país da União Europeia com impostos mais elevados sobre a eletricidade: 42% do custo da eletricidade é canalizado para impostos. Leia o artigo: Conheça os diferentes tipos de lâmpadas e saiba como poupar

Para muitos portugueses, a hora de pagar a conta da energia pode ser difícil. Muitos procuram alternativas para reduzir o custo desta mensalidade e uma das formas de diminuir o impacto da eletricidade nas despesas do orçamento familiar pode passar pela adesão à tarifa bi-horária. Mas é importante fazer as contas para saber se vale a pena. Leia o artigo: Como escolher a luz certa para cada divisão da casa

A tarifa bi-horária caracteriza-se por estipular preços diferentes por kWh, consoante a utilização em horas de vazio ou horas cheias. Na tarifa bi-horária o preço da energia é mais baixo nos períodos noturnos ou ao fim de semana (horas vazias) e mais elevado nas restantes horas. Enquanto isso, na tarifa simples o preço da energia é igual em todas as horas do dia. Leia o artigo: 10 Dicas para poupar em casa

Pode parecer tentador mas é importante que tenha em consideração que se escolher a tarifa bi-horária, o encargo para a mesma potência durante as horas cheias será, por regra, ligeiramente superior ao da tarifa simples. Significa isto que sempre que estiver a utilizar a eletricidade fora das horas vazias, o preço a pagar será mais elevado. Porém, os ganhos obtidos se fizer grande parte dos consumos nas horas vazias podem trazer uma poupança significativa. Qualquer pessoa com potência contratada acima de 3,45 kVA pode optar pela tarifa simples ou pela bi-horária.

O primeiro passo para saber se vale a pena contratar a tarifa bi-horária é calcular os consumos mensais dos eletrodomésticos.

 

Como calcular o consumo do eletrodoméstico:

1. Identifique a potência (watt) do equipamento;

2. Determine o consumo mensal do equipamento, multiplicando os watts pelo número de horas mensais que costuma estar ligado;

Exemplo: Uma lâmpada (36 watts) (que está ligada oito horas por dia, ou seja, 240 horas por mês. O consumo mensal é de 36 x 240 = 8.640 Watts

3. Determine os kilowatt / hora (kWh) consumidos por mês. Para tal divida o watt por mil;

Exemplo: 8.640 / 1000 = 8,64 kWh

4. Calcule o custo deste consumo. Para tal, multiplique os kWh pelo valor tarifa.

Exemplo: Imaginando que a tarifa simples custa 0,1587 euros ( ver Tarifas transitórias da ERSE em 2015), a conta a fazer é a seguinte: 8,64 kWh X 0,1587 = 1,37 euros.

Fonte: EDP

 

O passo seguinte é calcular a energia que é consumida dentro das horas de vazio e a que poderá vir a utilizar neste horário. Nem todos os equipamentos podem ser ligados exclusivamente nas horas de vazio, como os frigoríficos ou as lâmpadas. No entanto, outros eletrodomésticos, como as máquinas de lavar e secar roupa, da loiça, desumidificadores e outros, podem ser utilizados neste período. Depois aplique os tarifários das várias operadoras e veja qual o mais vantajoso. Também pode recorrer ao simulador da ERSE, o da Deco ou o da Ecocasa para saber se compensa.

 

Mude de hábitos

A transição para a tarifa bi-horária implica uma mudança de hábitos. Para que tire o máximo partido deste tarifário, terá de deslocar os maiores consumos de eletricidade para as horas de vazio, ou seja, para a altura do dia em que o preço da eletricidade é mais baixo.

 

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