Estratégias inovadoras para acelerar a venda de uma casa

Existem algumas técnicas, como o 'homestaging', que poderão acelerar o processo de venda de uma casa. Conheça alguns exemplos.

casas-artigoSe está a pensar em colocar uma casa à venda tome nota deste dado estatístico: a captação de clientes no setor imobiliário está centrada na ‘net,’ com 60% do tempo de pesquisa concentrado nas imagens. E existem ferramentas, ainda pouco usadas nos anúncios, que funcionam como aditivos para acelerar a venda e são tendências neste mercado.

Fomos conhecer e saber quanto custam os serviços de ‘homestaging’, sessões fotográficas de interiores e a realização de vídeos imobiliários.

 

1. ‘Homestaging’

O nome não engana: É um serviço que põe o imóvel num palco, destacando os seus pontos positivos e mitigando os negativos. É isso mesmo o que faz a Home Staging Factory (HSF), empresa lançada em 2012 que põe em prática o conceito: “Maximizar o potencial do espaço com o mínimo investimento”. Por exemplo, com mil euros já se fazem “milagres” num T2. E de que milagres estamos a falar? Daqueles que tornam todas as tipologias mais atraentes. Ao invés de decorar, o ‘homestaging’ procura neutralizar, agradando assim ao maior número possível de pessoas. Organiza o mobiliário aumentando a circulação, criando espaço e melhorando a sua visualização. Limpar e arrumar a casa é parte integrante deste serviço que, em paralelo, elimina todos os argumentos de rejeição ou negociação do potencial cliente – falamos de coisas como janelas perras ou torneiras a pingar. O ‘homestaging’ passa então pela despersonalização do espaço dando-lhe “um ar atualizado e leve com cores e decoração neutra,” valorizando ao máximo o espaço por via da iluminação e da colocação de espelhos que, em regra, valorizam muito uma casa, elenca Catarina Diniz ‘business developer’.

A Home Staging Factory trabalha tanto num apartamento de curtos metros quadrados como numa moradia ou, mesmo, em todo um prédio (os investidores andam a comprá-los assim e prontos a alugar). A responsável enfatiza que este serviço permite vender um imóvel seis a oito vezes mais depressa, com um investimento de 1% a 3% do valor do imóvel e que pode gerar uma valorização média do ativo entre os sete e os 15%. O serviço deve anteceder a produção fotográfica na preparação de um anúncio para colocar numa plataforma online.

 

2. Fotografia de interiores:

Uma boa sessão fotográfica é um dos mais fortes instrumentos de venda, garante Miguel Coelho da Imofoto – empresa especializada em fotografia imobiliária desde 2014. Uma boa luz e bons ângulos levam o cliente a olhar para a casa de outra maneira e a marcar uma visita. Hoje em dia, as plataformas online são a grande montra, reitera o responsável, ora “quando olhamos para qualquer uma destas plataformas, facilmente percebemos que todos os imóveis beneficiariam com fotografias melhores”. As mediadoras imobiliárias representam cerca de 50% do volume de negócios desta empresa onde a procura tem aumentado, sobretudo, por parte de particulares e empresas da área financeira ou do turismo. Clientes que consideram compensador o investimento em fotografia que representa, em termos médios, “menos de 3% do valor da comissão da mediadora”.

Em Portugal, por enquanto são sobretudo as mediadoras do segmento alto e luxo, que apostam forte na fotografia dos imóveis: “Porque sabem que a fotografia ajuda a vender e a vender mais depressa e porque neste segmento não há um único proprietário que aceite trabalhar com mediadoras que não promovam o seu imóvel da melhor forma”. Miguel acrescenta ainda: “Num momento em que a grande maioria dos potenciais clientes começa as suas pesquisas online, a prioridade deveria ser garantir que o nosso imóvel se destaca da concorrência”. E essa diferenciação passa muito pela fotografia já que uma boa imagem, “pelo seu enorme poder de sedução, desperta sempre interesse e com o interesse vêm as visitas e, geralmente, nos anúncios com as melhores fotografias, os negócios fecham-se mais depressa e por valores mais altos” sintetiza Miguel Coelho. A Imofoto trabalha com orçamentos dos 99 aos 139 euros, dependendo exclusivamente do número de fotografias e não da tipologia do imóvel.

 

3. Vídeo (interior, exterior e aéreo)

Um vídeo bem feito coloca o potencial comprador dentro do imóvel que está a arrendar ou a vender e isso faz toda a diferença. Mas há casos em que o uso de vídeo é mesmo a única forma, ou a mais adequada, de chegar ao potencial comprador. “Quando o interessado numa propriedade não se pode deslocar à mesma” (um estrangeiro, por exemplo) ou sempre que “quer ver um pouco mais do que a fotografia mostra, o vídeo faz todo o sentido”. Explicações de Carlos Andrade responsável da Imovídeo empresa, especializada em vídeos imobiliários.

Dependendo do tipo de propriedade – desde o seu valor à sua dimensão – poderá ser mais ou menos vantajoso fazer vídeo para a mostrar, seja com recurso a vídeo terrestre (interior/exterior) seja com o complemento do vídeo aéreo. Por exemplo, mostrar uma propriedade com vídeo aéreo é a forma mais simples de a enquadrar na sua envolvência dando uma real perspetiva do que o cliente está a comprar, diz Carlos Andrade. “No caso específico do Algarve”, comenta o fotógrafo de interiores, Pedro Queiroga, “o vídeo aéreo (feito por drones) facilita a venda principalmente quando a propriedade se localiza perto da costa. Dessa forma, potenciais compradores têm a possibilidade de visualizar não só o espaço que rodeia a habitação (muitas vezes campos de golfe), mas também a distância a que ela está do mar”.

A procura tem aumentado desde o início de 2016 sendo que, no Algarve, grande parte dos pedidos proveem da mediação imobiliária e turística, mas também de particulares para alugar as suas casas de férias, explica Pedro Queiroga que cobra por um vídeo aéreo 4K, de 3 a 5 (min), com música, já editado e pronto a ser publicado, cerca de 150 euros.

Também os serviços da Imovideo, de Carlos Andrade, são procurados quer por particulares, quer por mediadoras que já usam este instrumento. São poucas para já, seja pelo custo do serviço seja porque algumas plataformas ainda não suportam o vídeo, sendo necessário para melhor responder aos anseios dos clientes “melhorar os sites para que possam colocar vídeos embebidos que estejam alojados em serviços como o youtube, vimeo ou outros”. O especialista em vídeo imobiliário lembra também que “colocar no Facebook faz com que o vídeo possa ser visto por um público mais ao menos específico de acordo com toda uma estratégia que tem de se implementar ao longo do tempo na busca de melhores resultados”. Sendo certo que cada imóvel tem as suas características – o preço, a dimensão, a tipologia, a localização – um vídeo para este fim começa nos 250 euros (até 2 minutos de vídeo com componente terrestre e aérea), com pré-produção, produção, pós-produção infografia sobre a propriedade e música (‘royalty free’). Segundo a experiência de mais de cinco anos da Imovídeo, Miguel afirma que estes conteúdos “aumentam em mais de 50% a visualização dos anúncios e, por consequência, encurtam substancialmente o prazo expectável de venda dos imóveis”.

 

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