Três formas de poupar no alojamento em férias

‘Short renting’, ‘night swap’, ‘home swap’, são novos conceitos de alojamento para passar férias lá fora. Tome nota dos cuidados a ter.

férias artigoNotting Hill, em Londres, Montmartre, em Paris, uma casa flutuante à beira de um canal no centro histórico de Amesterdão, uma quinta de pedra na Bretanha ou uma ‘cottage’ na Irlanda, um apartamento com jardim em plena cidade de Berlim ou, então, um ‘chalet’ em Val des Lacs, floresta no Canadá. Impressiona o número e a variedade de casas disponíveis para troca no Home for Exchange, site de ‘home swap’, ou seja, de troca de casas para férias e por períodos de curta-duração.

A lógica deste conceito de alojamento, que exclui qualquer troca monetária, é simples: passe férias na minha casa que eu passo na sua. Os membros registam-se em sites especializados (ver caixa), pagam uma anuidade ou mensalidade, enviam mensagens a outros membros – quando têm interesse numa troca específica – acordam as datas e a troca.

E desengane-se quem pensa, à partida, que ninguém quererá passar férias no seu apartamento. Claro que dependerá sempre da localização, há locais mais turísticos do que outros mas Lisboa e Porto, a região do Algarve bem como a linha de Cascais e a vila de Sintra têm, do ponto de vista turístico, encantos suficientes para atrair alguém à sua casa. Parece simples e é simples diz o porta-voz da Love Home Swap, outro portal para troca de casas. “Um apartamento charmoso pode muito bem ser trocado por uma casa com piscina”, desde que os proprietários tenham interesse na troca.

 

Portugal a iniciar-se no terreno dos ‘swaps’

Em Portugal a adesão ao conceito é reduzida. Reina ainda “alguma desconfiança.” Não é o caso de Frederico que, no site Love Home Swap (do qual é membro desde 2011) anuncia que está disponível para trocar o seu T1 – edifício dos anos 50, na Avenida Paris, junto ao Instituto Superior Técnico e da esplanada da Mexicana, em Lisboa. Nos sites de ‘home swap’ vêm-se não só as características do imóvel como um perfil do proprietário (idade e profissão por exemplo), bem como o seu destino de eleição – no que começa a ser uma filtragem. Neste portal encontramos qualquer coisa como 11 anúncios em Portugal, sobretudo no Algarve.

O ‘home swap’ permite viajar com orçamentos reduzidos já que, é sabido, o alojamento leva sempre boa fatia da maquia disponível para as férias. A oferta alargou-se ao mundo mas é no continente europeu e norte-americano que se encontram mais proprietários disponíveis para fazer uma permuta durante as férias. Aliás, segundo um estudo do site Skyscanner: um em cada 10 proprietários estarão a trocar ou a alugar a sua casa dentro de uma década.

 

Trocar noites por estadias

Outro novo conceito é o ‘Night Swapping’, ou troca de noites.  Chegado a Portugal no verão passado, o site conta com 180 mil membros em 160 países. A plataforma cujo vídeo explicativo do conceito começa, precisamente, com a família Lopes, em Lisboa – propõe ficar num quarto (com o hospedeiro presente) ou na casa vazia, mas sem ter de dar a sua em troca, se preferir não o fazer. Também este conceito permite alojar-se em Barcelona, Amsterdão ou Roma (só para dar três exemplos) sem custos. ‘Paga’ ao anfitrião (também membro da rede) em noites, ou seja, o pagamento será uma espécie de crédito de quem recebe hóspedes em sua casa. Dito de outra forma: cada vez que um utilizador abriga um viajante, acrescenta uma noite à sua carteira virtual. Este crédito de noites pode ser gasto em qualquer casa da rede (desde que esteja disponível). Enquanto que no ‘home swap’ a troca é (desejavelmente) simultânea – mas pode não o ser desde que os membros acordem datas que lhe derem mais jeito – no ‘night swapping’ não tem de ser assim. E se tiver na minha carteira cinco noites mas, se quiser ficar seis, há a opção de adquirir a noite extra – o preço será indicado no anúncio.

 

O trunfo da estadia alternativa: a poupança

Viajar com um ‘low budget’ é o que mais atrai os viajantes a estes conceitos sejam eles famílias, grupos de amigos, casais ou viajantes solitários, depois virá a proximidade que permite com a população e a vida real nos locais (os anfitriões, ou quem dá a chave, e apresenta os cantos à casa, dá sempre as dicas do restaurante bom, da loja onde comprar souvenirs sem ser roubado, do mercado típico, da praia menos ocupada). Mas poupar ou deixar de gastar tanto com alojamento é o grande argumento destes conceitos, quer o de trocar de casa em férias, quer o do já muito popular em Portugal ‘short renting’ (que também foi olhado com dúvida nos primórdios).

Suzana Elias, o marido e as duas filhas nunca pagaram acima dos 60 euros pelo quarto (para todos) na semana de férias que passaram na Croácia. E como foi a primeira vez que experimentou o conceito no estrangeiro (já haviam passado férias no litoral alentejano e num monte perto de Elvas) negociou pagar a conta só à saída.

Embora haja esta liberdade de negociação, os sites ”recomendam ao turista pagar 20 a 30% na reserva (por transferência) e o restante à chegada” diz o site Homeaway que releva a poupança desta oferta face à oferta standard: “Um quarto de hotel para dois em Paris tem um preço médio de 218 euros e um apartamento maior até 4 pessoas fica a 175 euros por noite. Um tipo de férias que “permite juntar família e amigos partilhando despesas de alojamento e refeições e facilita a logística inerente às férias com crianças”.

Continue a ler o artigo nas páginas seguintes: 1 2 3 | Ver artigo Completo

Deixe um comentário

A Caixa de Comentários é moderada. O Saldo Positivo reserva-se o direito de não publicar os comentários que possam ser considerados ofensivos.

PUB