Três motivos para não ter o dinheiro debaixo do colchão

Antes de colocar o dinheiro debaixo do colchão tenha em conta algumas desvantagens desta opção.

dinheiro debaixo do colchãoSempre que a instabilidade assola os mercados financeiros, muitos aforradores questionam-se sobre se o seu dinheiro não estaria mais seguro se estivesse debaixo do colchão. Embora a ideia de ter o dinheiro dentro de casa, perto de nós, à nossa guarda, possa conferir alguma ideia de conforto e de controlo sobre o destino das nossas poupanças, os riscos associados a esta opção não são negligenciáveis. Conheça alguns.

 

1. Não é prático, nem seguro

Facilmente é possível guardar pequenas quantias de dinheiro num cofre ou num esconderijo dentro de casa. No entanto, quando se trata de elevados montantes o caso muda de figura. Além de não ser fácil, nem prático guardar estes montantes, poderá também ser perigoso ter muito dinheiro dentro de casa. Não se esqueça que o seu lar pode ser alvo de um assalto e além de poder ficar sem as suas poupanças, a sua vida e a da sua família estará em risco.

 

2. Não é rentável ter dinheiro debaixo do colchão

Ter o dinheiro debaixo do colchão é manter as suas poupanças paradas, expostas aos efeitos da inflação. Este termo económico refere-se ao aumento dos preços de bens e serviços ao longo do tempo. Trocado por outras palavras, significa que temos de pagar no futuro mais euros pelo mesmo produto. Por exemplo, se hoje tiver 10.000 euros, não os investir e optar por colocá-los debaixo do colchão, daqui a 30 anos estes 10 mil euros valerão, em termos reais, cerca de 5.500 euros. Estes valores têm por base uma taxa de inflação anual de 2%. Para “fintar” o efeito corrosivo da subida do custo de vida é, pois, importante colocar as poupanças em instrumentos financeiros que ofereçam uma taxa de juro superior aos valores da inflação. Algo que o seu colchão não lhe pode oferecer.

 

3. Não é saudável

Ter o dinheiro debaixo do colchão significa dormir em cima de milhares de bactérias. Um estudo recente levado a cabo pela Universidade de Nova Iorque e divulgado em abril deste ano pelo Wall Street Journal, os investigadores identificaram nas notas de um dólar cerca de 3.000 tipos de bactérias, algumas delas responsáveis pelo aparecimento do problema da acne, outras associadas a úlceras gástricas, pneumonias e infeções várias. “Descobrimos que os micróbios crescem nas notas de dinheiro”, referiram os investigadores no artigo. O contacto humano contribui para o agravamento do problema, já que estas bactérias tendem a alimentar-se dos resíduos e da oleosidade da pele humana. Por isso mesmo, antes de colocar as notas de euros debaixo da sua almofada, pense duas vezes.

 

Que soluções existem?

Se a segurança do seu dinheiro é a sua maior preocupação é importante conhecer a escala de risco associada às várias aplicações financeiras disponíveis no mercado. Embora não existam produtos financeiros 100% isentos de risco, há aplicações que são mais seguras (como é o caso dos depósitos e dos certificados de aforro) do que outras. Por isso, antes de investir conheça bem o produto onde aplica as suas poupanças, para perceber se tem (ou não) o seu capital garantido.

Uma outra forma de minimizar o risco nos investimentos passa pela diversificação. Ou seja: Deverá repartir as suas poupanças por diversas aplicações. O princípio aplica-se também aos investidores muito conservadores, que apenas se sentem confortáveis com os tradicionais depósitos a prazo. Mesmo estes investidores poderão minimizar o risco das suas poupanças distribuindo, por exemplo, o dinheiro em vários depósitos, feitos em diversas instituições financeiras, até ao limite de 100 mil euros em cada um deles. Recorde-se que este é o limite máximo que o Fundo de Garantia de Depósitos reembolsa os aforradores, caso uma instituição financeira não tenha capacidade para pagar os depósitos aos seus clientes. Para saber como funciona o fundo de garantia de depósitos leia o artigo “Perguntas e respostas sobre a segurança dos depósitos”.

 

Leia  também os seguintes artigos:

– Não deixe que o bicho da inflação coma as suas poupanças

– Conheça os vários tipos de depósito do mercado

– Calculadora: Saiba quanto rendem os seus depósitos?

– Investidores conservadores: Quatro dicas a ter em conta

– Seis dicas de investimento para principiantes

 

 

3 respostas a “Três motivos para não ter o dinheiro debaixo do colchão”

  1. Ana Rita Barbosa

    Realmente guardar o dinheiro debaixo do colchão não é uma solução nada prática. Ao ter o dinheiro no banco (ou em vários bancos), torna-se também mais fácil fazer a gestão do nosso património financeiro.

    Eu uso um software (o Boonzi) que permite, por exemplo, fazer copy&paste dos meus extractos e auto-categoriza as minhas transacções automaticamente.

    Com o dinheiro do colchão ia perder tanto tempo a fazer tudo isto manualmente, nem quero pensar. :\

    Excelente artigo! 🙂

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  2. Andre

    Mais seguro debaixo do meu colchão do que nos bancos, pelos vistos.

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  3. Rafael

    André esse comentário revela uma enorme iliteracia financeira.
    Em todo lado à riscos, mas debaixo do seu colchão existe um enorme risco (de perder tudo caso seja roubado) quando nem sequer tem a hipótese de obter rentabilidades com esse dinheiro. Mais valia apostar em DP.

    Se pensa que quem tinha dinheiro no BES o perdeu engana-se. Os DP, DO e os fundos transitaram para o novo banco e as pessoas nada perderam. Só quem apostou em acções e obrigações do BES/GES/Rioforte é que perdeu o dinheiro, mas as pessoas deviam saber que isto são aplicações de risco e como tal podem perder o seu dinheiro. Por isso deve-se diversificar o investimento. Infelizmente as pessoas metem-se nas coisas sem compreenderem como funcionam!

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