Vale a pena apostar num currículo em vídeo?

Conheça as dicas dos especialistas de recrutamento e dois exemplos de sucesso na utilização do currículo em vídeo.

currículo em vídeoFarto de enviar currículos sem obter uma resposta? E porque não inovar e, além do tradicional currículo em formato papel, apostar também na criação de um CV em formato de vídeo? De acordo com o blogue CVitt – uma plataforma online da empresa de recrutamento Ray Human Capital – o currículo em vídeo é uma das tendências na elaboração de currículos inovadores para 2014.

O facto do vídeo CV ser ainda uma ferramenta pouco utilizada por quem está à procura de emprego pode ser um fator que jogue a seu favor e o ajude a distinguir-se entre as centenas de milhares de pessoas que neste momento estão à procura de um emprego. “Um currículo em vídeo não substitui o tradicional. No entanto, é uma ótima forma de dar a conhecer as suas conquistas e apresentar os sucessos da sua carreira. A vantagem para o empregador é que fica a conhecer um pouco mais sobre si e sobre a forma como se apresenta“, defende o blogue Cvitt, para justificar a escolha do currículo em formato vídeo como uma das apostas para este ano.

Na opinião unânime dos especialistas em recrutamento consultados pelo Saldo Positivo – da Randstad Professionals, Kelly Search & Selection e Grupo Egor – Recrutamento e Seleção – um currículo em vídeo não é garantia de sucesso num processo de recrutamento. “Mesmo que o vídeo CV esteja muito bem estruturado, à semelhança dos currículos escritos, o sucesso de um recrutamento está totalmente centrado nas competências técnicas e comportamentais dos candidatos, avaliadas durante uma entrevista presencial“, explica Miguel Almeida, consultor sénior da Kelly Search & Selection.

A mesma opinião é defendida por António Costa, gestor da Randstad Professionals, para quem “a única garantia de sucesso num processo de recrutamento é a adequação do candidato à função“. Apesar do currículo em vídeo garantir informação sobre algumas competências do candidato, o responsável da Randstad argumenta que “a pessoa é sempre o mais importante e nunca é dispensado um momento avaliativo de entrevista presencial“.

Isabel Meireles, diretora da área de recrutamento e seleção do Grupo Egor, não hesita no momento de afirmar que, só por si, um vídeo CV não é fator de contratação e apenas deve ser usado em situações específicas. Do lado positivo, a recrutadora defende que o currículo em vídeo demonstra interesse e investimento por parte do candidato e permite cativar a atenção de mais pessoas se tiver o chamado “efeito viral“.

Apesar disso, todos concordam que se for bem feito e de acordo com as regras fundamentais, em função do candidato e do cargo a que se propõe, um currículo em vídeo pode atrair a atenção dos recrutadores e ser uma verdadeira mais-valia. Para que assim seja, importa então não cometer alguns erros fatais, como por exemplo: limitar-se a ler o currículo em frente à câmara, fazer um vídeo demasiado longo (nunca mais do que dois minutos); fazer uma gravação amadora, com má qualidade de som e imagem; optar por um vocabulário e uma postura corporal muito informais e desadequados; enviar este formato para uma empresa que não o valorize; gravar o vídeo num formato muito pesado e difícil de visionar pelo recetor.

 

Conheça as dicas para fazer um vídeo CV e dois exemplos de sucesso na próxima página.

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